sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rock'n Roll Train

É minha gente… viajar não é fácil…

Ainda mais quando se está indo sem muita programação, meu caso.

Essa semana recebi a triste notícia de que o estágio que eu estava pleiteando na sede de Londres da agência que trabalho não rolou. Fiquei meio perdida. É, eu ia trabalhar nas férias. Não, não sou workaholic. Acredite.

Comecei a pensar no que eu iria fazer durante essas 3 semanas, completamente desocupada. Concordo, Londres é demais 1, 2, 3 semanas, pra sempre! Mas gente, eu só tenho 30 dias. Não quero “gastá-los” assim...

Daí, eis que vem a resposta de uma forma um tanto quanto inusitada...

Estava eu, na casa de uma grande amiga depois do trabalho e ela me obrigou a ver o início de um documentário. Me obrigou. Porque eu só queria cerveja e papo furado e não ficar prestando atenção num documentário, seja lá ele qual fosse... Acabou que eu comecei a assistir e fui me envolvendo, me envolvendo... até que PLIM, a luzinha das idéias acendeu.

O documentário era Metal: A Headbanger's Journey, um filme sobre um antropólogo que resolveu pesquisar sobre a história do metal e suas vertentes... Lembrei até daquele site super bacana, o Map of Metal, que fala dos estilos de metal/rock de acordo com regiões do mundo. Mas voltando ao filme... Achei muito bom! Rola entrevista com vários caras do cacete como Bruce Dickinson, Dio, Geddy Lee, Dee Snider, desmistifica algumas lendas, conta fatos históricos… Acabou que minha amiga foi dormir e eu fiquei com uns amigos assistindo até o final. Amei.

Bom, tudo isso pra dizer que eu fiquei morrrrrrendo de vontade de ir até a Escandinávia, conhecer o lado mais radical do metal. Em especial, Oslo e Helsinki. Isso se a Ryanair, EasyJet ou qualquer companhia aérea baratchola de lá me permitir, claro!

Seguindo essa linha de raciocínio, fiquei pensando onde mais seria legal viver, nem que fosse por uns poucos dias, o que que algumas bandas viveram no início de suas carreiras. As ruas, a noite, os bares...

E lá está ela, tão pertinho de Londres... Manchester!! Puta cidade emblemática pra mim. Várias bandas ótimas (e outras nem tanto) vieram de lá, como The Smith, Joy Division, The Chemicals Brothers, Oasis, The Ting Tings, The Verve, Doves e a minha queridinha: Elbow. Isso sim será possível. Obrigada MegaBus por suas viagens de ônibus quase de graça!

O fato é que encanei nessas viagens, mas sabe lá o que vai acontecer durante minhas férias. Não tenho saco pra ficar planejando muito... já sei que vai ser tudo super desprogramado e desorganizado, mas no final terei boas histórias pra contar para os meus... gatos!

:)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Em busca da profissão

Tudo começou assim, ó: mãe, tô aqui preenchendo a inscrição para a Fuvest e não tenho nenhuma noção do que vou prestar. Acho que vou fazer um xis na publicidade, tá?
Plim plim plim, virei publicitária.
E foram 12 anos felizes no papel de publicitária. Trabalhei feito louca, me dediquei de corpo, alma, saúde e nervos. 
12 anos intensos e que me fizeram ser a pessoinha que hoje sou. 
Lembro do meu primeiro dia no meu primeiro emprego. Acordei e me vesti com a roupa que tinha comprado no dia anterior - calça de linho cinza, uma camisa branca bem jeca, um sapato rosa na textura jacaré má-muito feio e uma trança no cabelo pra mostrar seriedade. 
Lá fui eu, toda enfeitada na minha ingenuidade, pro meu primeiro dia de menina trabalhadora.
Pisei na agência e, se me restava dúvida sobre estar na profissão certa, naquele momento eu tive certeza... era AA profissão errada. Olhava as pessoas ao meu redor e me sentia um nada, uma menininha frágil e toda nerds no meio de tanta gente chique (na minha época os homens do atendimento usavam terno e gravata) e ao mesmo tempo ultra-moderna. Nem me preocupei com o fato de serem bem-sucedidas ou não. Eu jamais seria tudo aquilo. Eu jamais me vestiria tão bem quanto as meninas da criação ou seria tão pop como as atendimentas mais antigas. 
Cheguei arrasada em casa tentando entender tudo aquilo. 
Ta, então quer dizer que como estagiária do atendimento eu tenho que: obedecer meu chefe e o chefe do meu chefe, fazer tudo o que o cliente mandar, negociar os orçamentos com a produção gráfica, cobrar a mídia, envolver o planejamento, ficar no pé da expedição, brigar pelo prazo com o RTV e todos os dias da minha vida ser simpática com a criação, mesmo sabendo que eles jamais seriam simpáticos comigo :)
Uhum.
E foi assim que aprendi a ser uma menina responsável e desaprendi a ser organizada. 
Aprendi que a gente nem sempre deve dizer o que pensa e que as pessoas nem sempre dizem o que querem.
Aprendi a dirigir por São Paulo sem usar o GPS. 
Conheci o Rio de Janeiro e até acho que me localizo bem por lá. Viajei pra quase todas as capitais do nordeste.
Descobri que não sei almoçar sozinha.
Me diverti horrores e dei risada até cair no chão (literalmente). 
Ouvi muitos desaforos e em troca chorei oceanos inteiros.
Chorei mais um pouco com histórias bonitas.
Conheci os melhores amigos do mundo.
Foi um capítulo muito muito muito feliz da minha vida e sei que graças a ele eu me sinto uma pessoa melhor.
Mas os 30 anos chegaram e eu percebi que estava na hora de testar outros caminhos e outras possibilidades antes de ter certeza do que eu quero ser quando crescer. 
Londres apareceu nessa minha busca por novidades e juntei o sonho de morar fora com o sonho de conhecer outros assuntos - moda e maquiagem foram os assuntos escolhidos por serem assuntos que eu gosto muito, não por serem do meu super conhecimento.
E lá vou eu. Sem nenhuma pretensão de resolver minha vida profissional em 3 meses, mas muito animada com tudo o que tenho pra aprender e viver por lá. 
Mas olha como são as coisas... enquanto eu me despeço do mundo publicitário, o Ronaldo tá lá no Pacaembú se despedindo do futebol(!) e sem querer me ocorreu um momento de inspiração - achei lindo ver o sorriso de alguém que se diverte e é feliz com o que escolheu pra fazer da vida. 
Então combinado. Vou lá em busca do meu sorriso e já volto!
E não. Eu não aprendi a me vestir tão bem quanto as meninas fofas da criação. 
E sim, eu até tive oportunidade de ser pop, mas achei tudo isso muito brega. 
ihihihi tudo mentira.

sábado, 4 de junho de 2011

Destinatária

Tenho uma preguiça terrível quando o assunto é destino.
São dois os motivos:
1. acho fácil apoiar-se em algo que com certeza absoluta vai acontecer. 
Eu, se acreditasse em destino, já teria minha vida programada: primeiro iria pra Berlim e gastaria todo o meu dinheiro na Urban Outfitters (clica aqui, entrega no Brasil ;)). Em seguida voaria pro Tahiti, deitaria na minha espreguiçadeira cheia de almofadas brancas recheadas de plumas (impressionante como pessoas chiques não têm dó de misturar coisas de tecido e ao mesmo tempo brancas com praia), pediria uma coca zero só com gelo e ficaria lá, deitadinha, esperando o destino fazer sua parte. Porque, né? Ele já está traçado.
2. o destino é sempre o culpado. É o tal do ah, não se preocupe, não era pra ser. Realmente ninguém escolhe passar por momentos tristes ou que causem alguma dor, mas alguns infelizmente são inevitáveis. O que eu não concordo é culpar o tal do destino por uma coisa que não aconteceu por preguiça, medo ou falta de empenho da pessoa. É fácil demais. De novo. 


Acho importante acreditar em algo maior, mas algo que está sendo construído por nós mesmos, não que já esteja pronto. 
Quem sou eu para julgar as crenças de alguém, mas escolhi pensar assim. 


Acontece que a ida pra Londres está amolecendo meu coraçãozinho e comecei a enxergar as coisas um pouco diferente. Continuo me irritando com o papo de destino, mas percebi que quando você acredita verdadeiramente em alguma coisa, tudo começa a dar certo e tudo começa a fazer mais sentido.
Eu acredito verdadeiramente que essa mudança vai ser importante e feliz pra mim. Tá, nem por isso eu ganhei na loteria ou emagreci 5 quilos, aliás, pelo contrário: meu gerente do banco me liga todos os dias preocupado com minhas finanças e minhas psicossomatiquices não me deixam. Mas, de qualquer forma, os ventos estão soprando a favor - poderia ter me dado muito mal com a história do aluguel, mas parece que arrumei uma casa bem legal (conto em breve); poderia ter tido problemas com o visto e no final das contas a Inglaterra me aceitou por 6 meses; poderia chegar em Londres desamparada, mas sei que tem gente muito bacana por lá; consegui a última vaga de um curso que eu queria muito e, thanks god, eu vou pra um país que não tem carnaval fora de época, baladas sertanejo-universitário ou o Luan Santana como ídolo (ihih). 


Pensando em tudo isso, acho que a gente deveria deixar um pouco de lado o o que tiver que ser, será e se empenhar mais na realização dos nossos sonhos e no que a gente acredita que vai nos fazer feliz. 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ready for the floor!


Quando a Laureta me chamou para ser colaboradora do blog lindinho e super bem intencionado dela, amei a idéia, mas fiquei um pouco nervosa de não conseguir colocar nada de interessante aqui. Não!!! Não é que minha vida não é interessante. Ela só talvez não interesse a você, que está lendo. Até porque não estou indo pela primeira vez para Londres... Nem de mala e cuia como a Laura... Nem cheia de dicas e sugestões sobre a cidade... São só férias! É. Férias!

Pensei, pensei... E finalmente cheguei à conclusão de eu podia sim, falar de algo que interessa muita gente: música, claro!

Quer lugar mais significante neste aspecto do que Londres? Quer época melhor que o verão da Europa para ir em gigs e festivais? Quer experiência mais fantástica do que poder contar um pouco sobre um dos maiores festivais de música, dança, arte do mundo?!?!

Bem, considerando que sou completamente apaixonada por tudo isso, resolvi topar o convite (muitíssimo agradecida, por sinal!) e cá estou, primeiro para contar sobre o Glastonbury, que acontecerá durante minha primeira semana na Inglaterra (e obviamente todos os preparativos para esta grande festa na Worthy Farm ), e depois, continuar falando sobre shows, bandas novas, baladinhas e o que for rolando durante a viagem.

De qualquer forma, este primeiro post foi só pra me apresentar... e a propósito, eu sou a Kivia. :)


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