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sábado, 16 de julho de 2011

Glasto - Day 2...




Ah o despertar do Glasto...
Depois de uma noite mal dormida, com o saco de dormir e colchão inflável meio úmidos ainda por conta da chuva do dia anterior, acordamos dispostas a encarar mais um dia enlameado de festival. Muito bem intencionadas.
A primeira frase que ouço da Ingrid foi: “vamos abrir as portas da esperança!” e eis que ela abre a barraca e damos de cara com um puuuuuta sol. Tá, tá bom, vimos também nossas weelies praticamente virando cinzeiro de argila com aquela lama petrificada e a frente da barraca toooooda imunda de lama, mas o dia estava lindo,como nos nossos pedidos pro papai do céu...
Nossa primeira refeicao foi “em casa”.
A Jenny estava com seu fogaozinho de uma boca, aquecendo um bulezinho de água. Rapidamente entramos na fila com nossos bujoezinhos, quando pra nossa surpresa, eles não encaixavam no fogaozinho! Super legal. Carregamos peso a toa.
Mas tudo bem, tomamos um capuccino de saquinho, sem açúcar (esquecemos de levar) e comemos pão puro (esquecemos o cream cheese na geladeira em Londres). Foi uma delicia!
Daí, seguimos com nossas escovas de dente rumo à única pia que servia nossa parte do camping. A fila era de perder de vista... Na nossa vez, fomos bem rápidas. Apenas escovamos os dentes, lavamos nosso rosto (esquecemos o sabonete na barraca)... Afinal, como brasileiras (povo limpo), já estávamos aflitas pensando em que horas iríamos tomar banho...
Voltamos pra barraca, pegamos nosso super kit de banho e fomos dar uma volta com os “mates”.
Detalhe importante: quando estávamos pensando em como iríamos fazer em relação ao figurino, decidimos passar na Primark (loja hiperbarata em Londres) e comprar umas 10 meias-calças, daí conforme fossemos usando, íamos jogando fora. Até porque não tem como reutilizar absolutamente nada de tão sujo de lama que fica! Continuando...
Quando fui pegar o pacotinho de meias-supostamente-calcas que tinha comprado... IN MY FACE.Comprei meias ate o joelho ao invés de meia calca. Que ódio! Tive que rachar com a Ingrid as que ela tinha comprado e economizar durante o dia, que era mais calor e dava pra ficar sem.
Enfim...
“Wandering”, passamos pelo Pyramid Stage (principal), depois fomos no Other Stage(segundo palco)




e caminhamos para uma área super bacana, chamada Field of Avalon e The Village Fete.



Ficamos brincando lá com malabares, perna de pau (ok, impossível com tanta lama) e depois seguimos para a área do Greenpeace. Sentamos todos lá e apreciamos umas “ciders”. Na seqüência, os amigos ingleses voltaram pras barracas e eu e minha fiel parceira, brasileira que não desiste nunca, continuamos andando, até que achamos um bar com uma bandinha. Aportamos lá mesmo e ficamos nos sentindo as phynas ali. Música ótima, bebida geladinha, gente bonita e um dia lindo.
Melhorou ainda mais quando um mocinho inglês que tava passando com uma jarra de Pimm’s (a bebida do verão!) cheia de pepino, hortelã... nos ouviu conversando em outra língua e resolveu trocar uma idéia. Só sei que depois de alguns minutos, já estávamos tomando a tal Pimm’s dele e dos amigos.
Lá pras 20h (ainda dia claro) resolvemos ir procurar os chuveiros. Afinal, queríamos estar limpinhas para o dia seguinte, dia em que começariam os shows.
Na hora que vimos a casinha do banho, não acreditamos. Vazia! E a gente achando que ia estar a maior fila! Fomos entrando felizes da vida, até que damos de cara com o segurança falando que banho era das 6am as 8pm. Foi o fim. Como assim, passar dois dias na lama sem tomar banho?!?!
Saímos tristes e desoladas em busca de um banheiro químico digno, para pelo menos passar umas toalhinhas umedecidas no corpo... E tudo mais... E não é que achamos? Os banheiros químicos entre o Pyramid Stage e o The Other sao ótimos!
Nessa de sair sem meia calca, a lama que espirrava na minha perna foi secando e virando uma lixa na borda da bota. Imagina isso roçando por 5 dias, o dia inteiro, durante quilômetros? Carrego as “chagas” até hoje! Acho nunca mais vou poder colocar as canelas branquelas de fora novamente!
Bom,voltamos pra barraca, trocamos de roupa e saímos novamente em busca de mais emoção. Desta vez, como já eram umas 22h, pegamos o caminho para as áreas do late-night. A long journey...
Caminhamos mais um tempão, até que finalmente chegamos em uma das partes mais legais do Glasto. Shangri-La.



Neste momento, finalmente encontramos o espírito “Glastonburiano”!
Era uma parte meio obscura, com helicópteros quebrados, bonecos-fantasmas, carros com a lataria espelhada. Uma loucura. E varias tendas tocando especialmente musica eletrônica, que não somos muito fãs, mas combinava com o lugar. Tinha tenda de psy, tenda de dub (eu acho que era isso, não manjo muito) e etc. Compramos uma bebida e continuamos andando. Chegamos no lugar mais freak do festival: The Common.Um lugar onde tinham varias atrações entre elas um festival de Lucha Libra, videntes (La Arcada de Adavinos) , caveiras mexicanas dançando quadrilha no meio da galera (Copperdollar) e um tal de Wall of Dead que é um show de motos que sobem paredes! Nos divertimos a valer!
Mas o mais incrível do late-night é o Arcadia, sem dúvidas. Alguns dos efeitos visuais davam pra serem vistos lá da outra ponta da fazenda.



Lá pras tantas da madrugada, voltamos pra barraca em êxtase. Mas dessa vez fomos espertas. Gravamos algumas barracas na ida, como referência, para o caminho da volta! Rááá!
Good night Glasto. Esta noite com tampões de ouvido. :)
Kivia

quinta-feira, 14 de julho de 2011

I heart bus

Eu amo os ônibus daqui.
Eu até gosto das cabines vermelhas, mas nada como um ônibus vermelho de dois andares. Melhor ainda quando é exatamente aquele que você está esperando no frio, às 2h da madrugada : )
A Kívia me passou esse amor, na verdade. Sempre achei o metrô muito muito muito mais fácil, mais rápido e mais divertido. 
Mais fácil, porque é realmente muito fácil se achar nele: tem uma estação a cada esquina; você só precisa saber onde é o norte, o sul, o leste e oeste (oversharing: eu anoto na mão algumas vezes) e saber ler as plaquinhas que mostram exatamente qual é o caminho que aquele trem vai fazer. Saber ler e saber esqueda, direita, frente e trás. Tá fácil, vai?
Pra quem tiver curiosidade, aqui está o mapa do metrô de Londres.
É mais rápido, porque realmente é mais rápido. Tá certo que é super comum você estar dentro do trem e a estação que você precisa descer tem suspeita de bomba e fecha. Ou ainda, você passa minutos intermináveis e claustrofóbicos dentro do túnel, porque as vezes congestiona. De qualquer forma, é mais rápido. Fato.
É também mais divertido, porque as coisas que se vê no metrô de Londres são das mais hilárias da vida. Tô tirando foto das pessoas no metrô, então vou dedicar um post inteiro só pra esse assunto. Aguardem : ) mas só para deixar uma idéia do que é, hoje de madrugada (perto das 8h30 da manhã), entrou um cara com o maior black-power da história, com um mega fone de ouvido e cantando alto, muuuuuito alto uma música do Michael Jackson! Ele cantava tão bem que o povo até curtiu e no final bateu palmas.
E, como se não bastasse, fazer baldeação aqui tem um nome MUITO mais glamour, você só precisa change for the Jubille line (ou qualquer outra line).
I love the tube!
Tudo isso pra falar que na verdade I love the red buses!
E vejam que para eu trocar todo meu carinho do metrô por um passeio de ônibus, tem que valer a pena. E pois vale.
O primeiro e mais forte motivo é que andar de ônibus te faz ver a cidade! Sempre que eu pego o ônibus fico com um cardeninho na mão pra anotar algum lugar fofo que vejo da janela e assim voltar uma outra hora. Dá pra ver a cidade de manhã de tarde e de noite e pode ter certeza que são 3 cidades diferentes. Pra quem não espera passar uma vida toda por aqui, só esse motivo já é forte o bastante pra andar de ônibus sem parar.
O segundo motivo, pra mim, é poder sentar no andar de cima. Eu acho incrível! Sentar na janelona da frente, no andar de cima transcende a realidade! É ter a sensação de não perder nada, de ver tudo 360 graus, 3D, alta resolução... eu não perco uma oportunidade! O andar pode estar todo vazio, com uma pessoa só ocupando uma das duas poltronas da frente e eu nem penso duas vezes... vou lá, encostada e chacoalhando no(a) estranho(a). 
Tem também a experiência divertidíssima de pegar um ônibus sem saber pra onde ele tá indo. Eu e a Kivia fizemos isso dia desses e resolvemos ir até o ponto final de um ônibus xis. Chegamos em frente ao estádio do Chelsea, um dos times do futebol londrino. Adoramos o passeio. Depois foi só pegar o mesmo ônibus, sentido oposto, pra chegar em algum lugar conhecido.
Pausa aqui, porque eu realmente acho que essa dica é de ouro! Se depois de turistar adoidado, sobrar um gostinho de quero mais (frase Xou da Xuxa), pegue um ônibus sem saber direito pra onde vai e só se preocupe em ver a cidade! Em ver como ela muda de um bairro pro outro, as pessoas que andam na rua, o comércio local. Esse é sem dúvida um passeio muito bacana e rico (no sentido cultural da palavra) e garanto que o final da linha é muito mais bacana que Vila Carrão ou Sapopemba.
Mas sim, sejamos honestos.
Pegar ônibus aqui não é das tarefas mais fáceis. Eu ainda perco um tempo tentando me achar, mas depois que vai, vai.
Todos os pontos de ônibus tem um mapinha que mostra pra onde aqueles ônibus vão e, ao lado, você ainda ganha um bônus que funciona assim: um mapa da região com todos os outros pontos perto dali EEE os lugares para onde esses ônibus vão. Ou seja, é muito fácil achar pelo menos um ponto que tenha um ônibus para onde você quer ir.
Mas óbvio que não são todos os pontos que têm ônibus que serve, daí o que você faz? Adota um ponto central do coração. O meu ponto central do coração é a Trafalgar Square. Pra lá tem ônibus em todo canto e de lá eu vou pra casa. 
Tem um outro plus a mais no que diz respeito aos ônibus: eles funcionam 24h! Não são todos, é verdade, mas tem várias linhas non-stop. E ainda temos os super night-buses, aqueles que só funcionam na madrugada.
É muita informação inútil num post só, né? Tô aqui pensando o que tudo isso tem a ver!
Enfim, só queria deixar aqui meu sentimento explícito pelos ônibus londrinhos.
Updates da alegria:
> Hoje tive uma aula de moda dentro de uma classe de aula! Wrong. A aula hoje foi no maior shopping center da Europa. A tarefa era tirar foto das coleções atuais inspiradas pelos anos 70. Super!
> Minha semana está muito mais tranquila e eu e Helen estamos nos preparando para sábado, quando ela fará um super show com os The Cheek of Her (a banda dela). Eu serei a merchan-girl e minha responsabilidade é vender o maior número de chaveiros e camisetas que conseguir. A responsabilidade dela é cantar.
> A água daqui deixa o cabelo tão duro, mas tão duro, que estou pensando seriamente em aceitar a dica de uma amiga do metrô e quebrar um ovo na cabeça.
> Desencanei de vez da cabra-cega, acordo 5h da manhã e pronto. A tarefa agora é treinar minha paciência, alegria e vivacidade para que também acordem às 5h da manhã.
> Caí 3 vezes essa semana.
> Comprei um aplique de cabelo e agora tenho o maior rabo-de-cavalo do universo... a questão é que simplesmente não consigo mexer nele de tanta tanta taaaanta aflição que me dá! O vendedor não quis me dizer do que é feito, mas garantiu que não é cabelo de verdade. E aí? Taquei álcool em gel nele.
Obs - se alguém realmente se interessou em ver o mapa do metrô daqui, me avisa, que eu tenho uns jobs pra passar. ; )

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Glastonbury - Day 1 (e um pouquinho da véspera)


Eu sei… eu to devendo este post faz tempo, né? Desculpa pessoal, mas é que realmente não estou tendo tempo para fazer nada aqui em Londres, porque estou querendo abraçar o mundo de uma vez só e quando começo a escrever, digito duas linhas e durmo...
Agora arrumei um tempo... se é que vou conseguir escrever até o fim!
O Glastonbury foi ... não consigo nem achar palavras pra dizer o quanto foi bom.


Vou tentar ser breve, mas foram cinco dias intensos e cheio de histórias que não sei não... Vamos lá:
Véspera do embarque.
Cheguei em Londres e no dia seguinte, às 5h30 da manha, já tinha que pegar o ônibus para o festival e ainda faltavam coisas que eu precisava levar! Meu Deus que perrengue.
Rodei a Oxford Street inteira atrás de capa de chuva, toalha de microfibra, meia calcas (depois explico a importância delas)...
Cheguei exausta na casa da minha fiel parceira em todo esse final de semana alucinante (Ingrid) e quem disse que eu ia poder dormir? Que nada! Tinha ainda que fazer tudo, tudo e mais tudinho caber numa mochila.
Sei que fomos dormir lá pelas 2h da madrugada morrendo de medo de perder a hora do ônibus, que ao que diz o popular, sairia em horário britânico. Pontualmente às 5h30.
Praticamente nem dormimos. O pânico de perder nossa passagem para a glória era tão grande que chegamos no ponto de partida as 5h!
Dentro do ônibus, estávamos tão ansiosas para chegar lá que não conseguíamos nem dormir. E o tal horário britânico foi para o saco. O ônibus atrasou uma hora pra sair.
E la fomos nós.
O mais lindo era ver as placas indicando Glastonbury 15km... Glastonbury 10k... Glasto... e pára. Engarrafamento de 3 horas. 3 hoooooras pra chegar!!! Nesse meio tempo, o céu foi escurecendo, ficando cinza, negro... e eis que nosso maior medo acontece. O céu desaba em chuva e nós com uma mochila de 50 quilos nas costas, cadeiras, barraca e saco de dormir pra carregar.
A Ingrid estava toda empolgada com seu lindo All Star dizendo: “magina, só coloco as wellies (galochas) mais tarde. Lá na barraca...” Hahaha... doce ilusão.
Quando o motorista abriu a porta no meio de um descampado, numa chuva torrencial e as pessoas foram saindo, ameaçamos ficar no ônibus, mas todos desceram e praticamente fomos expulsas.
Corre colocar a capa de chuva, corre trocar o all star pela wellie, corre meter a barra da calca pra dentro da galocha... ai ai... ser amador é f*da.
E assim começou nossa insana jornada ao encontro da turma que nos aguardava lá.
Eles nos deram o nome da área que eles montaram suas barracas e nós não sabíamos nem pra que lado ir. Fora que pra entrar na fazenda tivemos que andar num mar de mochilas agressivas, todas se debatendo por conta de seus animados carregadores. Mas garanto: só eles estavam animados. Eu e a Ingrid xingamos até a quinta geração do cara que inventou o Glastonbury. Alias, alopramos até a rainha Elizabeth! Como é que os ingleses acham aquilo ali “aaaaawsome”!?!
Enfim, continuamos andando.
Quando finalmente conseguimos chegar onde colocavam a pulseira do festival no nosso braço tudo mudou. Enfim adentramos a fazenda e... LAMA!


Minha nossa. Imagina um rio de lama. Não, melhor, imagina um mar de lama. Maior. Ali era o Oceano da lama! Mas continuamos.. tristes, cansadas, encharcadas, enlameadas e xingando todos os personagens de filmes ingleses, figuras históricas inglesas, políticos ingleses, times de futebol ingleses...
Depois de 1 hora e 30 minutos caminhando na lama, já corcundas, conseguimos encontrar nossa amiga Jenny.
Daí, começa mais um perrengue. Montar a barraca.
Imagina duas pessoas que nunca acamparam, com uma barraca que nunca viram na vida. Éramos nós.
Sacamos os ferros, as lonas, os ganchos e tudo que tinha dentro da sacola e ficamos com cara de origami tentando entender. Jenny, nossa amiga inglesa escolada, dá a dica: “tentem ler as instruções”. Obvio! Como não pensamos nisso antes? Ta bom, vai ser difícil, mas perai, com o manual tudo da certo, vai? Ok. Só que o manual estava em FRANCES! Imaginem qual foi a segunda nação mais xingada por nós duas no festival!?!
Depois de muito nos debatermos, alguns amigos da Jenny viram tamanha ignorância no assunto e nos ajudaram. E lá estava ela, no meio da lama, nosso porto seguro, nosso mar de tranqüilidade. Lar, doce barraca!


Finalmente começa pra nós o Glastonbury 2011!!!
Fomos dar uma volta na lama pra comer e reconhecer o território.
Primeira e triste descoberta: os banheiros. Eram latrinas gigantes suspensas e a céu aberto, com uma vista incrível para todos os dejetos humanos possíveis e impossíveis.
Ficamos o resto do dia na lama, pensando como íamos fazer pra passar cinco dias segurando o xixi. Sem contar o número 2!!! (momento especial de agradecimento a Elaine Elias que me forneceu inúmeros pacotes de Dermacyd Pocket que salvaram nossas vidas)
Naquele resto de tarde, filosofamos muito na lama a respeito do real sentido da palavra diversão para as 250 mil pessoas acampadas ali...
Voltamos para a barraca e o tal “gazebo” estava de pé. Na lama. É tipo uma tenda, uma sala de estar, uma área em comum para a roda de barracas da turma da Jenny. Sentamos (na cadeira, mas com o pé na lama) com os gringos, tomamos uns vinhos, umas brejas, eles tentaram fazer um churrasco que pegou fogo, batemos papo... Mais tarde, a turma já bem mais pra lá do que pra cá, resolve ir na área de atrações mais próxima das nossas barracas. O The Park. Nunca vi mais lama na minha vida. Estava super animado. Tomamos mais uns drinks lá (e eu uns capotes na lama!) e na volta... tandaaaaan. Como achar nossa barraca no meio de 250 mil barracas NO ESCURO? Fora que eram tantas, mas tantas barracas, que os cabos que as prendem na terra (lama) se cruzavam. Queria chorar. Seguimos guerreiras, tropeçando nos cabos, perdidas, caindo por cima das barracas alheias, até que enfim achamos (mais um momento especial de agradecimento, desta vez a Jenny, que fincou no nosso “loteamento” uma bandeira muito alta feita por ela e logo embaixo colocou uma do Brasil). Essa bandeira foi nossa salvação.


Fim do dia. Ufa. Agora era descansar porque o dia foi puxado e amanhã tem mais. Oi? Alguém disse descansar? Ao longo da noite pessoas passavam, falando alto, cantando e, obviamente, caindo por cima da nossa barraca. Boa noite Glasto.
OBS: Não da pra escrever tudo em um post só senão ninguém tem paciência pra ler.
Outra hora escrevo mais. :)
Kivia

domingo, 10 de julho de 2011

Mais um capítulo

Me sinto muito mal por não estar escrevendo com frequência. Não que meus "leitores" estejam apreensivos por novidades, mas tenho medo de perder detalhes e esquecer de eternizá-los : )
Essa semana foi cheia! Além das aulas que já começaram, o tempo livre foi dedicado a passear como se não houvesse amanhã. A Helen me fala: Hey Laura, você vai ficar 3 meses aqui! Daqui a pouco não tem mais nada pra você conhecer
E é verdade. Fizemos tantas coisas, que agora me sobra os passeios menos turísticos e mais interessantes para fazer. E óbvio, imagino que eu ainda vá ver o Big Ben e a Elizabeth mais algumas vezes.
Eu, a Kivia e o Mario formamos um dos núcleos da novela. O núcleo dos que acham que dormir em Londres é pros fracos, ainda mais sabendo que 5h da manhã estaremos de pé (o Mario me contou que também anda dormindo na cabra-cega! ahaha). 
Nosso núcleo topa-tudo! De passeio turístico a jantar marroquino. Somos um núcleo ora destemido para atravessar a rua, ora damos as mãos para nos encorajar. Sempre temos vontade de fazer xixi ao mesmo tempo. Nosso budget do almoço é 5 pounds. Rimos alto, gargalhamos de coisas tão idiotas que ajudamos a fama dos brasileiros ir pras cucuias. Rimos tanto que pulamos a parte dos abdominais. 
Nos ajudamos muito e conhecemos milhões de coisas juntos.
Daí tem um outro núcleo que faço parte, mas pouco participo. Os colegas da escola. 
Suspiros.
Meus dois cursos começaram. De segunda a sexta, das 9h da madrugada até 12h30 tenho aula de inglês. Às quartas e quintas, das 14h às 17h tenho aulas de Styling. 
Não consigo achar um adjetivo só para as aulas de inglês, então eu diria que são embaraçosas. Sou a mais velha da classe. O segundo mais velho não tem 28...
... o segundo mais velho tem tipo 22 anos. E isso não tem a ver com o nível de inglês não (até porque eu sou uma "avançada 2" ihih), mas todo mundo naquela universidade é da década de 90. A Helen acha que é por causa das férias escolares/universitárias e pessoas da minha idade, obviamente, deveriam estar trabalhando, não de férias em Londres. Rá!
Enfim, o que importa é que já tenho alguns amigos por lá. Gente que super dá pra desenvolver uma conversa... sobre Lady Gaga e olhe lá! Mas tá bom. Eu e minha amiga italiana (cuja idade é 16 - não vou nem discorrer sobre essa informação, porque me deprime) sempre descemos juntas no recreio para tomar um smoothie e comer croissant. Com meu amigo Taiwan, o mais fashion da tchurma, almoçamos dando risada, enquanto eu tento comer com o palitinho e ele com garfo e faca.
É divertido.
As aulas de Styling são mais produtivas. Passamos o tempo analisando revistas de moda e trocando dicas das melhores lojas da cidade. Não é o máximo? 
Tenho que confessar que aconteceu uma falta de comunicação entre mim e o site da universidade. Eu achava que esse curso de moda era para preparar pessoas que gostariam de trabalhar como personal stylist (essas que acham que sabem mais do que os outros e se vêem no direito de dizer o que é certo ou não!). Mas não. Meu curso é para preparar pessoas que querem ser stylists - pois vejam quem não entendeu quem... pois sim, o nome do curso é Fashion Styling e não Fashion Personal Stylist.
Stylist é aquele responsável por produzir a parte "fashion" de um editorial de revista, de um anúncio, de um comercial, de um filme. Ou seja, nada do que eu imaginava. Mas ah, nem estou me importando tanto. Vai ver que é um sinal e a vida me dizendo pra acreditar em destino. Let's see.
Tenho passado pouco tempo com a Helen, o que é uma pena. Nossos horários são muito diferentes, mas quando nos encontramos, passamos hooooras conversando sobre a vida, sobre as nossas coincidências. Na sexta ela me levou para assistir uma peça sobre histórias de fantasmas! Tipo um stand-up comedy do capeta. E se quase 2 semanas não foram suficientes para que ficássemos íntimas, sexta definitivamente foi nosso debut. Eu fiquei com tanto medo, mas tanto medo que não parava de apertar o braço dela. Agarrei a menina, coitada. Ela berrava pra mim, eu berrava pra ela. Eu me assustava com os sustos dela e elas com os meus. 
Resultado? Dormimos com nossas portas abertas (cada uma no seu quarto, antes das piadinhas) e a luz acesa. 
Ontem também foi diferentex. Eu e a Kívia fomos ao cinema. Aparentemente não é um programa típico do sábado a noite, a sala estava quase vazia. Mas o mais interessante, além da tela ser ridícula de pequena (tipo um quarto da nossa), o povo interage com o filme na maior cara de pau. Aplaudem, suspiram alto, se metem nos diálogos... uma coisa!
Esses programas mais locais são muito divertidos e nos fazem sentir parte da cidade. 
E assim foram meus primeiros dias. 
Continuo super cansada.
Minha cabra-cega não tá mais funcionando tão bem (outro dia acordei com o nó do lenço na testa e um amassado no rosto que ficou por quase o dia todo... além de quase me auto-cegar).
Não sei de onde saiu o rótulo "lorde inglês", porque de lorde eles não tem muita coisa.
O Freddie continua meu vizinho.
E cada dia que passa amo mais estar aqui.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As primeiras impressões

Tô exausta hoje. Aparentemente não conseguirei mais encostar meu calcanhar no chão. Nunca mais.
Já levantei o pé pra cima, já fiz auto-massagem, mas tô quebrada.
Preciso urgente (tentar) dormir, por isso esse post vai sem imagens - descobri que perco muuuito tempo procurando imagem e por isso decidi colocar essa aí de cima, afinal uma imagem vale mais do que mil palavras. Ainda mais essa. ãhn? ãhn?
Esses dias foram super intensos. Emocionalmente e fisicamente. O final de semana foi cheio de encontros com os amigos que estão por aqui. Até que enfim conheci a Dani e, no melhor Brazilian way of life, já me sinto como se conhecesse ela há anos. Ela é uma companhia e tanto e tenho certeza que vai ser muito bom tê-la por perto sempre. Daí encontrei com a Kivia, como disse aqui e com o Mario! Todos eles me apresentaram sua Londres do coração. Com a Kivia fomos a... pubs! ahahah e passeamos bastante por Covent Garden e a região da Liverpool Road, onde tem o Spitafields, uma praça cheia de lojinhas fofas e restaurantes. No meio tem uma feirinha bem legal e bem made in China, mas vale super a pena.
Com o Mario erramos o dia da feirinha de Portobello e fomos praquelas bandas no domingo achando que era esse o dia mundial das feirinhas. Pois não é. Andamos um pouco pela Portobello Road, que apesar de não ter feirinhas (aos domingos) tem boas lojinhas e galerias para serem vistas. De lá fomos para a feira (daí sim no dia certo) de Brick Lane, um dos lugares mais bacanas que fui até agora. Lá acontece uma feira meio marroquina, meio árabe, meio indiana onde vendem comidas típicas, roupas e outras coisinhas daquelas regiões. Saímos de lá cheirando má-muito curry! O lugar é mega lotado e principalmente de gente estranha. Andamos muito por lá pra tentar achar uma mesquita, porque né, a gente tava muito no clima! Vimos uns pontos cardeais em cima de um casarão e tínhamos certeza que era a direção de Meca, mas not. De lá tentamos ir pra um pub australiano, maaaas, eu estava sem identidade e não me deixaram entrar! Por um lado foi triste, mas por outro me senti a mais conservada do planeta (o que durou pouco, porque depois eu descobri que ninguém entra sem ID).
A Dani me mostrou o lado mais legal do East, um quase baixo-augusta. Lá andamos pelas milhares de galerias de arte, vimos algumas lojinhas alternas e conheci uma rua (esqueci o nome) que aos sábados de manhã acontece uma feira de flores. Vou tentar voltar num próximo sábado. Depois do passeio com a Dani, resolvi ver alguma coisa turista-em-Londres e fui pro Parlamento. Foi mágico. Assim que olhei para o Big Ben, ele tocou as seis baladas das 18h. Apertei o máximo que deu os olhos pra não chorar, mas não consegui. Solucei e ganhei um lencinho da moça que estava do meu lado. 
E hoje... tive meu "primeiro dia" de aulas. Foi só um blablabla e as aulas começam de verdade amanhã. Serão 30 dias de aulas de inglês todas as manhãs das 9h às 12h30 e às quartas e quintas tenho aula de Fashion Styling das 14h às 17h. Ê lerê. Tão achando que é só festa?
Assim que eu souber o que falar dos cursos, eu escrevo por aqui.
Esses dias foram muito intensos, muito cansativos, mas muuuuuito felizes. Me sinto increvelmente, estranhamente, inteiramente parte da cidade. Pode ser só o começo, mas desde que pisei aqui, não me sinto tão deslocada e aquela sensação de "não pertenço a esse lugar" ainda não chegou até mim. Quase fui atropelada umas 10 vezes, só hoje errei duas vezes de ônibus EEE de metrô, não entendo uma palavra que o motorista do metrô fala, mas sei lá... me sinto muito bem aqui. 
Algumas considerações importantes sobre a cidade e seus habitantes:
- Os homens usam terno preto, sapato preto e meia colorida (pensa numa cor bem cheguei. Essa).
- Desconhecem shampoo.
- Deveriam ser proibidos de mostrar as unhas do pé em público.
- Tique nervoso aqui só não tem quem consegue esconde muito bem.
- Chapinhas e escovas não entram. Cabelos muito muito volumosos é o que pega. Vamos assumir a armação, gente! Se possível, tomem uma chuvinha... estarão super na moda londrina.
- Já escolhi minha palavra preferida no inglês britânico: Jubilee. Mas tem que ser dita pela locutora do metrô.
- A vida é curta, mas as saias das londrinas... 
- Bebem muito, fumam muito e usam muitas listras.
- Seu melhor amigo é o celular. 


Já disse que sou vizinha do Freddie Mercury?
Já contei que a Helen é muito fofa? O tempo que estamos juntas aqui é pra conversar sobre música. Ela sempre faz questão de me mostrar as músicas que escreveu durante a tarde. Dou meus palpites, acho que ela não entende muita coisa, mas fica feliz sempre! É muito divertido ter sessões ao vivo. Ela canta muuuuito bem e toca piano super alegremente. Meus jantares são sempre no melhor estilo "dançante". : )
Tem uma coisa engraçada por aqui. Eles não são acostumados a dormir no total breu, então pra quê cortina. Tá, daí que durante o verão o sol nasce às 5h da madrugada e siiiiim, todo santo dia acordo às 5h e não durmo mais. Como eu simplesmente me recuso a comprar e usar aquele tapa-olho de gente fresca, ontem improvisei um lenço amarrado nos olhos. E assim vamos... dormindo na cabra-cega.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hello!

A partir de ontem sou mais uma súdita no bando da rainha! :)
Cheguei em Londres ontem com minhas duas malas e algumas escadarias para subir. O vôo foi top cansativo e lidar com minhas malas foi top boooooring (ihih quero me tornar uma dessas pessoas chatas que misturam inglês em frases brasileiras).
O cara da imigração nem se importou com o meu empenho de trazer todos os documentos do mundo pra provar que volto para o Brasil e deu-se por satisfeito com uma resmungada: "Brasileira, 30 anos, solteira. Huuum. Pááá (carimbada)".
Foram dois dias intensos e cheios de jetlag. Tô completamente atrapalhada com o fuso e não me sai da cabeça o conselho do mundo inteiro: "vai e aproveitaaaa". Tentei aproveitar da melhor forma que pude esses dois dias, juro.
Até que enfim conheci a Helen. Ela é simplesmente uma das pessoas mais fofas que já conheci na vida. E o o mais engraçado de tudo é que nós duas estamos passando exatamente pelo mesmo momento. Ela tem um sonho - de viver de música - e está correndo atrás, mas ao mesmo tempo se sente perdida sobre que caminho tomar, onde trabalhar, com quem conversar. Enfim, mais uma que decidiu gastar todo seu tempo e empenho em busca de alguma coisa que a faça feliz. Está sendo realmente especial conhecer e dividir meu tempo com alguém que está no mesmo barco que eu. Nesses dois dias já conversamos horrores sobre o assunto. Quer dizer, eu tenho 80% de certeza sobre o assunto que estávamos conversando ihihih. 
Ela disse que meu inglês é muito dos bons e que eu não deveria gastar dinheiro com cursos. Tenho certeza que ela quis me agradar, por isso eu vou ver o que acontece nesse primeiro mês que já tenho um curso de inglês pago e, dependendo de como for, saio por aí só conversando com os loucos do metrô (o povo aqui fala sozinho na maior tranquilidade, achando que tá num diálogo).
Hoje fui ao supermercado e me abasteci com um pacote de macarrão, um saco de pão, manteiga e uma lata de cogumelos - também não sei o que vou fazer com eles (pontooo para o time das pessoas mimadas que não sabem se virar sozinhas).
Daí a tarde encontrei a Kivia em Covent Garden, que é um sério concorrente a meu lugar preferido por aqui. A disputa vai ser boa. O bairro estava lotadérrimo de pessoas comemorando a sexta-feira de sol com seus pints e taças de vinho - achei a coisa mais chique até agora ver as pessoas tomando vinho, sentadas na sarjeta com seus ternos e conjuntinho de saia com blaser - gosto do mix largado na sarjeta, mas sem perder a classe!
Ps - não achei uma foto melhor : (
E nas nossas andanças descobri o Pimms, uma bebida levinha e especial do verão. Uma delícia!!
Basicamente foi isso.
A Kivia tem ótimas histórias pra contar sobre o Glastonbury. Passei mal de dar risada. Vaiii Kivião, estamos esperando seu post gloriouuuuuus!
Aos poucos estou me sentindo mais em casa aqui com a Helen. É estranho porque apesar de estarmos dividindo o aluguel, o apartamento é dela e ainda me sinto meio visita, meio intrusa. Mas aos poucos estou tirando o sapato na sala e colocando o pé em cima da mesa. 
Meu quarto é liiiiiindo, um amor. Ela comprou todos os móveis e trabalhou na decoração minimalista cheia de charme : ) 
O apartamento também é uma graça. Cheio de detalhes coloridos e uma sala com janelas enormes. Faz parte da decoração ainda um piano, um microfone, aparelhos de som, um computador gigante e uns botões que não sei pra que servem. 
E o melhor de tu-do.
Respira fundo e imagina um grito.
Euuuuuuu sooooooou viziiiiiiinha do Garden Lodge, a casa onde o Freddie Mercury viveu aqui em Londres!!!!!!!! É muita emoção, sério! Ele é meu ídolo da vida e entrei numa paranóia de ficar imaginando se estou pisando no mesmo lugar que um dia ele pisou. Paranóia mesmo.
E é isso. Estou muito animada com tudo o que tem por vir.
E deixo aqui o textinho que veio impresso em um cartão que a Helen me deu ontem:

Follow your dreams
Aim for the stars,
no matter how high,
have faith in yourself
and reach for the sky.
Just follow your dreams,
they're waiting for you
and you are the one
who can make them
come true.
Faz ou não faz sentido?
Ela é ou não é muito querida?

terça-feira, 28 de junho de 2011

Tchau!!

Eu comecei a fazer aula de costura, mas era muito longe da minha casa. Parei.
Eu comecei a jogar basquete. No segundo jogo que fiquei esquentando o banco, parei.
Fiz 8 anos de piano. Durante minha última audição errei toda a música, passei a maior vergonha e prometi que não tocaria mais. Parei.
Tive aulas de teatro porque sempre fui muito envergonhada. Na primeira peça, para mais de 5 pessoas na platéia, fiquei tão vermelha, que saí antes de ser expulsa.
Aprendi a fazer a posição da ponte no yoga. E nunca mais fui às aulas.
Fiz italiano, francês e espanhol. Só sei falar palavrões nessas línguas. E olhe lá.
Dancei ballet por uns 5 anos. Nunca achei que tivesse o perfil, foi uma tentativa para arrumar meu pé chato. Parei.
Fiz uma aula de maquiagem. E faltei nas outras duas.
Comecei a correr. Ficou frio, cansei e parei.
Fui 3 dias na academia. 1 semana no boxe.
Quis fazer aula de culinária.
Quis começar uma pós-graduação.
Quis aprender a tocar violino.
Tinha certeza que seria ginasta.
Desisti de muitas coisas. Deixei de tentar outras várias.
Não me acho uma fracassada na vida até porque hoje, pensando em tudo isso, eu acho que não seria feliz seguindo nenhuma das atividades acima. Mas o fato é: quando parecia difícil demais, eu desisti. Quando a preguiça bateu mais forte, eu nem tentei.
E hoje, 1 dia antes de embarcar pra Londres, eu me vejo numa situação nova. Já dei meu primeiro passo rumo a uma tentativa de fazer algo que sempre quis e nem me passa pela cabeça desistir.
Desde que comecei a contar sobre a viagem, ouvi de muita gente que eu sou corajosa, mas eu acho que isso tá longe de ser coragem.
Ter a chance de realizar um sonho é um presente, uma oportunidade única! 
E com praticamente um pezinho dentro do avião e o outro quase já dentro da Harrods (olha a futilidade!), a mensagem que quero deixar registrada aqui é: a vida é muuuuuuito curta e não temos controle da maior parte dela, maaaaas tem outra infinidade de momentos que podemos decidir viver ou não. E puts, realizar um sonho é talvez dos mais incríveis e mais especiais de todos esses momentos. Eu nem fui ainda, mas já sinto tudo isso. 
Não deixem isso passar nunca. Nunca! Olhar pra trás e sentir que o momento passou é muito mais triste do que tentar e falhar. 
Sonhem sempre, planejem e pau-na-máquina, como diz meu irmão. 
Que os sonhos se renovem sempre pra todos vocês! E, já que me disseram tantas vezes, eu deixo aqui: corageeem, meu povo! Mexam-se, porque são poucos que têm a chance de buscar a felicidade (e com certeza ir atrás dela é muito mais divertido do que esperá-la cair do céu)
Mando notícias lá de Londres!!
Muito obrigada por tudo :)
Eu odeiiiiiiiio mala, sério. 
Muito sério.

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